Em populações politicamente regidas por um Estado democrático, a relação entre maiorias e minorias se dá pela representatividade política do voto nas esferas executiva e legislativa. Quando minimizamos esse processo para relações sociais, compreendemos o surgimento de conflitos que ocorrem na articulação de grupos e instituições que representam uma determinada identidade social ou grupo de interesses específicos, surgindo à necessidade de dispositivos que elaborem e diversifiquem os discursos para ponderar essas relações.
A ONU (Organização das Nações Unidas) através do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), busca mensurar a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico de uma população através de fatores importantes, são eles a expectativa de vida daquela população, o PIB (produto interno bruto) daquele Estado e a educação, taxa de alfabetização e taxa de escolaridade. A relevância dessa informação é apenas para ressaltar que uma das instituições mais importantes no mundo considera a educação um dos fatores que constitui a qualidade da vida humana de uma determinada comunidade e frente a isso refletirmos sobre a importância desse dispositivo como ferramenta de inclusão social e desenvolvimento intelectual a respeito da diversidade.

Contudo, a educação e seu processo de formação cidadã vêm se mostrando a mais importante ferramenta de inclusão e construção de paradigmas que absorvem a diversidade e é através dela que fazemos a manutenção e construção da cultura, que formamos papeis sociais, que discutimos posições políticas e que construímos conhecimentos. É nesse dispositivo que existe o potencial de projetar essas pessoas além dos seus rótulos opressores, darem a elas papeis sociais consistentes e inserção no mercado de trabalho através da competitividade frente aos seus conhecimentos, além de promover desenvolvimento intelectual capaz de minimizar os impactos da diversidade e elaborar os preconceitos e sua resistência intolerante.
A educação nivela as pessoas, dá base e promove oportunidades. Esse argumento não é uma novidade, um exemplo é o que a prefeitura de São Paulo fez no dia 25 de Janeiro de 2015 lançando um serviço social chamado Transcidadania, na qual oferece uma bolsa auxílio a travestis e transexuais que desejam se qualificar através do Pronatec, uma grande novidade na intervenção do estado no que se trata de políticas inclusivas, já no legislativo existe pleitos que esboçam conteúdos instrutivos sobre a diversidade sexual, na qual movimentos LGBTs reivindicam a implantação desse conhecimento no Plano Nacional de Educação, evidenciando a importância desse contexto no currículo das escolas e na formação de professores.
Portanto, educar a diversidade é fornecer subsídios consistentes para uma vida social inclusiva, política e saudável. Não grite, eduque.
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